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Monte seu portfólio sem cliente – Parte III

26 mai

Continuando o post Monte seu portfólio sem cliente. Na Parte I Apresentei a vocês dicas de diversos sites e blogs sobre o tema, e indiquei alguns meios de divulgação de seus trabalhos na internet. Já a Parte II trouxe comentários do professor Daniel Dantas. Agora, na Parte III, trago os comentários do Designer Gráfico Valmir.

Com a palavra: Valmir Pereira

É estranho pensar em portfólio quando não se tem clientes, mas é relativamente fácil resolver esse problema.

Uma das opções é “doar” seus talentos, sem custos. “Mas espera ai; nem comecei no mercado e já vou trabalhar de graça?” Sim. Exatamente porque você ainda não entrou no mercado de trabalho. O que quero dizer é que, como o mercado não conhece seu talento, ele – ainda – não tem um valor mensurável. Se empenhando em propostas que ao menos garantam uma boa visibilidade, ou na pior das hipóteses, uma boa presença em seu portfólio, você começa a mostrar porque seu talento deve ser recompensado.

Outra alternativa são os chamados “jobs fictícios”; simplesmente faça trabalhos para clientes que você gostaria de ter, sem que eles tenham solicitado, ou crie seus próprios clientes. Redesenhe marcas, desenvolva identidades visuais, crie pôsteres… Use a imaginação, mas acima de tudo use toda experiência acadêmica adquirida nesses trabalhos.

Lembre-se sempre que design não é arte; não se faz design para massagear seu próprio ego (apesar de, não importando o grau, ele sempre estar envolvido no processo…), se faz com um objetivo, se faz para resolver um problema para seu cliente. Qualquer implementação, de natureza técnica, estética ou até mesmo artística tem que estar dentro do propósito inicial da empreita; ajudar seu cliente a resolver o problema que ele tem.

Quando se apresenta um portfólio, a primeira coisa analisada nas peças diz respeito a adequação da estratégia ao problema, depois vem a adequação conceitual, a estética e por ai vai. Ter apenas clientes fictícios não é muito bom porque a tendência natural é só realizar projetos “dos sonhos”, ou que estejam dentro do gosto estético, ou dentro da capacidade técnica de quem cria; profissionais veteranos sabem disso simplesmente porque um dia também foram novatos e, quase todos, também recorreram a estes artifícios. O problema é que grande parte dos jobs reais representam desafios não exatamente por serem tecnicamente complexos, mas por exigirem que o designer se adéqüe as necessidades do cliente frente ao mercado que quer atingir.

Falando assim parece simples, mas para ilustrar o que digo faça o seguinte: imagine um profissional que é apaixonado por música clássica, conhece tudo dos grandes mestres e tem um ouvido apuradíssimo para as sutilezas do estilo. Certo… Esse profissional é um designer. Um belo dia a maior e mais conceituada banda de forró da Amazônia conhece seu trabalho (internet encurta distâncias…) e decide contratar seus serviços para reconstruir sua imagem, que foi feita de forma muito amadorística no começo da carreira, para algo que faça jus a posição de mercado que ela atualmente ocupa. O primeiro provável pensamento que vem a tona é “simples; recusa-se o trabalho”. Isso é ser profissional? Acho que não… O bom profissional vai estudar o caso, ver a possibilidade de agregar (valores, conceitos…) com a sua experiência e colateralmente se beneficiar dos resultados positivos que essa relação possa gerar. Esse é o universo real que todos aqueles que estão se formando irão enfrentar.

“Sempre iremos pegar trabalhos com os quais não nos identificamos?” Não, mas a experiência de mercado diz que proporção deles no começo da carreira é beeem maior do que os trabalhos “legais”. Não se assuste; se fosse tão ruim assim a profissão não estaria em plena expansão e não teríamos cada vez mais jovens querendo seguir essa carreira.

Ah! Se fosse há alguns anos atrás diria para não se esquecer de criar um blog ou site para expor seus trabalhos, hoje faço o inverso; não se esqueça de ter uma apresentação física decente; em pasta de portfólio, organizada, limpa, hierarquizada… Você é um designer, não – com todo respeito aos que nobremente sobrevivem disso – um vendedor de quinquilharias do centro velho da cidade. Por último, tenha um cartão de apresentação. Novamente vou lembrá-lo; você é um designer, alguém que quer – e precisa – ser lembrado pelo estilo que tem ou que esta desenvolvendo. Ninguém achará que você tem estilo pegando seu telefone para contato rabiscado em um pedaço de guardanapo ou coisa que o valha. Considere seu cartão como um micro portfólio; é a primeira peça que você apresentará profissionalmente para alguém que poderá vir a ser um cliente em potencial. Esteja sempre preparado…

Parte IParte IIParte III

Monte seu portfólio sem cliente – Parte II

22 mai

Olá, no post anterior, eu apresentei para vocês dicas de como montar seu portfólio sem cliente, e também formas de divulgá-lo. A parte II desse post traz comentários e observações feitas pelo Prof. Daniel Dantas – Estácio UniRadial.

Para Dantas, os trabalhos desenvolvidos como meta de avaliação acadêmica ou feitos na camaradagem podem sim compor essa primeira etapa do portfólio, desde que obedeçam critérios de relevância.


Com a palavra: Daniel Dantas

Todo profissional é um prestador de serviços. O profissional de Design Gráfico não foge a este princípio. Afinal, muitas vezes a ocupação do design pode ser um funcionário e também prestar serviços para outra organização, conforme o caso (desde que saiba, além das técnicas e ferramentas que são fundamentais em sua atuação, administrar prazos).

Sem dúvida, que o prestador de serviços precisa agregar credibilidade à sua oferta profissional. Desenvolver um portfólio é parte significativa deste processo. Afinal, o cliente quer (e precisa) conhecer habilidades, perceber o estilo e, claro, perceber para quem o designer já desenvolveu seus trabalhos.

Para o profissional iniciante (em processo de formação ou recém-formado) penso que trabalhos desenvolvidos por ele tanto para as disciplinas em si (exercícios em sala, projetos referentes a etapas do curso e outros feitos “na camaradagem”) podem sim compor esta primeira etapa de seu portfólio.  Claro a seleção dos trabalhos a serem inseridos devem seguir o critério da relevância e terem sido devidamente bem concluídos.

Diante de uma possível indicação para trabalhos freelancer , entrevistas para emprego e, ainda, lançamento de seus serviços como empreendedor neste cenário. Não invente. Seja autêntico. Sua palavra somada aos trabalhos que inseriu em seu portfólio podem abrir portas.

Portanto, não despreze “estudos”, layouts e peças que foram avaliadas por seus professores e que receberam emendas. Conclua bem cada etapa de seu curso e torne-os seu portfólio.

Claro que humildade, bom senso, organização, relevância são palavras-chave para este momento bastante peculiar em que o estado híbrido de aluno e profissional se configura. Criar uma pasta com versões impressas e utilizar os recursos da web (blog, Flickr, Picasa, Facebook, MySpace) podem colaborar para uma divulgação de seus trabalhos de forma consistente de atualização rápida.

Parte IParte IIParte III

Monte seu portfólio sem cliente – Parte I

20 mai

O profissional de design, que pretende entrar no mercado de trabalho passa por uma prova de fogo quando o cliente chega e pede para ver seu portfólio, checar seus trabalhos para constatar suas habilidades.

É ai que começa o problema; Como apresentar um portfólio quando não se teve nenhum antecedente profissional na área?

E aqui fica a dica; Dei um Google e encontrei alguns artigos que podem te ajudar a montar seu portfólio usando sua criatividade e criações pessoais.

O conceituado blog Abduzeedo em um post intitulado “Criando um Portfólio Sem ter Clientes” sugere que você faça de você seu primeiro cliente, mas alerta que “Criar um portfólio sem ter um cliente não quer dizer que não tenha que fazer nenhum trabalho. Isso não vai ser fácil nem rápido; na verdade vai nos dar trabalho e vai levar um tempo, mas no final vai valer a pena”.

Abduzeedo

Abduzeedo

O  blog desenvolvimento para web oferece maneiras de você realizar alguns trabalhos para outras pessoas, empreendimentos, eventos e instituições. O desenvolvimento do artigo Como montar um portfólio sem ter clientes traz vários links teorizados que dão um embasamento completo sobre o portfólio.

Desenvolvimento Para Web

Desenvolvimento Para Web

Essa próxima dica de leitura é do site DesignFlakes¸ que foge a linha do portfólio sem cliente e apresenta; Dicas para criar um bom portfólio. Rodrigo Louzada aproveita suas experiências para comentar a respeito a pergunta que não quer calar: “o que você acha que um portfólio tem que ter pra ser um bom?”.

DesignFlakes

DesignFlakes

Já tem uma boa idéia de como montar seu portfólio? Agora eu vou te apresentar uma ferramenta muito bacanuda para você criar seu portfólio online e divulgar seus trabalhos. Você deve até pensar que para divulgar seus trabalhos você já tem o Orkut, o Flickr ou o Twitter, bom você está certo. Mas está na hora de você se relacionar com pessoas da sua laia. Por isso eu sugiro que você use o designUp.

O designUp é uma rede social para designer e profissionais relacionados, como fotógrafos, que pretendem, além de divulgar seus trabalhos, conhecer profissionais da área, buscar oportunidades de emprego, inspiração e solução para projetos que estejam desenvolvendo. Eu estou lá.

designUp

designUp

Você monta seu perfil, faz algumas seleções relacionadas às suas habilidades, e faz upload de imagens de alguns trabalhos seus – adiciona informações sobre a peça. E pronto, essa parte está ok! Agora é com você, visite as páginas dos outros cadastrados e faça seu networking. Ahh.. o site ainda te joga na índex para que outras pessoas te veja, olha que maravilha.

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