Fábulas Distorcidas: Contos de fadas se tornam sombrios em novas superproduções de Hollywood

Aproveito a primeira postagem do ano para desejar muito sucesso a todos em 2013! Será um ano de muitas conquistas, já que 2012 foi um ano de muito trabalho – agora é a hora de colher os frutos.

O ano começa e eu já estou ligado no que vem por ai no cinema. Interessante esta matéria da Folha de S.Paulo.

Contos de fadas se tornam sombrios em novas superproduções de Hollywood

Nos próximos dois anos, pelo menos sete blockbusters baseados em histórias encantadas chegarão aos cinemas.

O sucesso de “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton, que rendeu US$ 1 bilhão (R$ 2 bihões), em 2010, foi o ponto inicial para a maioria dos blockbusters.

Mas a consolidação do estilo “histórias infantis conhecidas + toques sombrios = lucro fácil” veio com “Branca de Neve e o Caçador” (2012), que foi bem recebido pela crítica e rendeu US$ 396 milhões (R$ 792 milhões).

Os elementos originais (princesa perseguida pela rainha má) estão lá, mas o roteirista Evan Daugherty injetou batalhas inéditas, anões guerreiros e eliminou o “Príncipe Encantado” que a Disney popularizou.

É mais ou menos a fórmula adotada por “João e Maria: Caçadores de Bruxa”, que estreia em 25 de janeiro.

O filme de Tommy Wirkola (“Zumbis na Neve”) pega a história criada pelos irmãos Grimm no século 19 (uma bruxa tenta canibalizar João e Maria), mas a subverte em um filme de horror.

João (Jeremy Renner) e Maria (Gemma Arterton) são adultos traumatizados que caçam bruxas com arcos e métodos sangrentos.

“Jack – O Caçador de Gigantes”, que estreia em março, não será tão violento, mas manterá o lado épico de “Branca de Neve e o Caçador” (sim, “caçador” é a palavra da moda em Hollywood).

Inspirado no conto “João e o Pé de Feijão”, cuja versão mais famosa é datada de 1807, o filme de Bryan Singer (“X-Men”) mostra o fim da trégua entre humanos e gigantes quando Jack (Nicholas Hoult) tenta resgatar uma princesa (Eleanor Tomlinson).

Fábulas Distorcidas: Contos de fadas se tornam sombrios em novas superproduções de Hollywood

Fábulas Distorcidas: Contos de fadas se tornam sombrios em novas superproduções de Hollywood

O NOVO OZ

Já “Oz: Mágico e Poderoso”, também programado para março, é mais ambicioso: o filme de Sam Raimi (“Homem-Aranha”) conta como um simples truqueiro de circo (James Franco) vira o poderoso Mágico de Oz.

Pelo visual colorido e o uso de 3D, a Disney claramente quer seguir o modelo de “Alice no País das Maravilhas”, utilizando os conceitos do escritor L. Frank Baum (1856-1919) para reapresentar os personagens a uma nova platéia.

A animação “Dorothy of Oz”, que estreia no segundo semestre nos Estados Unidos, vai pelo lado oposto. Ela mostra o que aconteceu com Dorothy, a protagonista de “O Mágico de Oz”, em uma nova aventura, escrita pelo neto de Baum, em 1989.

“Há uma moral na história: se o público diz que gosta de algo, entregue o mesmo de sempre e você fará uma fortuna”, escreveu Robbie Collin, crítico do diário londrino “The Telegraph”.

Por isso mesmo, Hollywood prepara o polêmico “Pan” para 2014, com Aaron Eckhart (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) como Hook, policial que caça Peter Pan, um assassino pedófilo. Ou “Arabian Nights”, uma espécie de “Os Mercenários” inspirado na antologia “As Mil e Uma Noites”.

Felizes para sempre. Mas, de preferência, com muita grana no bolso.

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